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30 de mar. de 2010

Superacelerador bate recorde para colisão de partículas


O maior acelerador de partículas do mundo estabeleceu hoje um novo recorde para colisões de alta energia, chegando a 7 teraelétrons volts. O Grande Colisor de Hádrons (LHC, na sigla em inglês) conseguiu colidir dois feixes de prótons a uma velocidade três vezes maior que o recorde anterior. Projeto de US$ 10 bilhões, o LHC realiza as colisões de feixes de prótons como parte de uma ambiciosa experiência que busca revelar detalhes sobre micropartículas e microforças teóricas.

A ideia é que esses testes ajudem a lançar luz sobre as origens do universo, além de responder a importantes questões da Física. As colisões representam uma nova era na ciência para os pesquisadores que trabalham no LHC, que fica sob a fronteira entre Suíça e França e faz parte do Centro Europeu de Pesquisa Nuclear (Cern).

Os pesquisadores na sala de controle do Cern aplaudiram quando as primeiras coalizões bem-sucedidas ocorreram. Vários cientistas pelo mundo acompanham os trabalhos. O LHC foi lançado com pompas em 10 de setembro de 2008, mas apresentou problemas nove dias depois. Os reparos e as melhorias custaram US$ 40 milhões, até que o aparelho voltou a operar no fim de novembro.

Porém, as colisões causaram temor em algumas pessoas, que temiam riscos para o planeta por causa da criação de pequenos buracos negros - versões subatômicas de estrelas que entram em colapso gravitacional -, cuja gravidade é tão forte que eles podem sugar planetas e outras estrelas. O Cern e muitos cientistas rechaçam qualquer ameaça à Terra ou às pessoas, afirmando que esses buracos negros seriam tão fracos que se desfariam quase logo após serem criados, sem causar problemas.

A energia extra obtida no LHC europeu deve revelar dados sobre algumas questões ainda não respondidas na Física de partículas, como a existência da antimatéria e a busca pelos bósons de Higgs, uma partícula hipotética que, segundo cientistas, daria massa a outras partículas e, com isso, para outros objetos e criaturas no universo.

Os cientistas também esperam analisar, em escala mínima, o que ocorreu nos segundos após o Big Bang, que segundo eles foi o momento de criação do universo, cerca de 14 bilhões de anos atrás.



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14 de dez. de 2009

Telescópio espacial da Nasa vai cartografar o cosmos

"LOS ANGELES (Reuters) - A Nasa lançou ao espaço na segunda-feira o seu novo telescópio espacial de infravermelho, numa missão de dez meses que pode revelar objetos nunca antes vistos, como asteroides próximos à Terra ou galáxias muito distantes.

Faltava pouco para o alvorecer na Base Aérea Vandenberg, na região central da Califórnia, quando um foguete Delta 2 decolou para levar o Explorador de Levantamento Infravermelho de Campo Amplo ("Wise", na sigla em inglês) até uma órbita polar 525 quilômetros acima da Terra.

"Todos os sistemas parecem bem, e estamos a caminho de ver o céu inteiro como nunca se viu antes", disse William Irace, gerente de projeto da missão no Laboratório de Propulsão a Jato da Nasa, em Pasadena.

O instrumento de 320 milhões de dólares deve varrer os céus buscando a radiação infravermelha - um brilho de calor - emitida por objetos que sejam frios, distantes ou cercados de poeira demais para serem vistos por telescópios convencionais.

Os sensores desse telescópio são cerca de 500 vezes mais sensíveis do que os do último dispositivo de infravermelho lançado em 1983. Com eles, será possível obter imagens com definição análoga a de fotografias.

Um dos fenômenos que o Wise vai investigar será o das numerosas estrelas mortas, chamadas anãs marrons - bolas de gás bem menores que o Sol, sem massa suficiente para desencadear as reações internas típicas de estrelas.

Opticamente invisíveis, supõe-se que as anãs marrons sejam mais numerosas que as estrelas no universo próximo. Algumas delas podem estar mais perto do Sol do que a estrela mais vizinha, Proxima Centauri, que fica a quatro anos-luz.

Ainda mais perto da Terra, o Wise deve encontrar centenas de asteroides e cometas desconhecidos, inclusive obtendo informações sobre sua composição.

No outro extremo do seu espectro de visão, o telescópio tentará observar aglomerados estrelares ultraluminosos há 10 bilhões de anos-luz. Acredita-se que essas galáxias sejam encubadoras de novas estrelas, e que seu brilho seja até 1 trilhão de vezes superior ao do Sol, embora a maior parte dessa luz seja emitida em infravermelho."


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